Hugo Mauricio Grubert

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  • Última atualização do currículo em 25/06/2018


Licenciado em História pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB) em 16 de fevereiro de 2018. Pesquisou História das etnias indígenas catarinenses pelo Grupo de Pesquisa Ethos, Alteridade e Desenvolvimento (GPEAD), grupo pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB). (Texto informado pelo autor)


Identificação


Nome
Hugo Mauricio Grubert
Nome em citações bibliográficas
GRUBERT, H. M.


Formação acadêmica/titulação


2014 - 2018
Graduação em História.
Fundação Universidade Regional de Blumenau, FURB, Brasil.
Título: ?CONTEMPORIZAR COM ELES E NÃO OS AGRAVAR?: RELIGIOSIDADES INDÍGENAS E CIRCULARIDADE CULTURAL NO SÉCULO XVI ATRAVÉS DE REGISTROS INQUISITORIAIS..
Orientador: Juliana de Mello Moraes.
Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, Brasil.
2006 - 2008
Ensino Médio (2º grau).
Escola de Ensino Médio Yvonne Olinger Appel, EEMYOA, Brasil.




Atuação Profissional



Fundação Universidade Regional de Blumenau, FURB, Brasil.
Vínculo institucional

2014 - 2015
Vínculo: , Enquadramento Funcional:



Projetos de pesquisa


2016 - 2017
A BARRAGEM NORTE E A TERRA INDÍGENA IBIRAMA LÃ KLANÔ: REGISTROS DE/EM UMA CONSTRUÇÃO REGIONAL (1965-2015)
Descrição: Historicamente a região do Vale do Itajaí (Santa Catarina) é assolada por grandes cheias o que ocasiona muitos prejuízos aos seus moradores. A construção da Barragem Norte na cidade de José Boiteux, iniciada na década de 70 no regime militar, com o objetivo de conter as cheias no Vale do Itajaí, teve sua inauguração (com obra inconclusa) no início dos anos 90. Essa obra desalojou os habitantes da Terra Indígena Ibirama Lã Klãnõ (TILK) das melhores áreas de suas terras (cerca de 900 hectares) trazendo prejuízos para sua subsistência como o alagamento das terras férteis para o plantio, escassez de pesca, impossibilidades de convivência familiar proximal, preservação da cultura milenar, entre outros aspectos. Esta pesquisa objetivou investigar em documentos históricos e registros orais regionais, impactos da construção da Barragem Norte na cultura, organização social e territorial dos habitantes da TILK situada no Alto Vale do Itajaí. A investigação de cunho qualitativo se constituiu em pesquisa bibliográfica, documental (Jornal Nova Era e Dossiê COMIN/CIMI) e realização de entrevistas semiestruturadas com sujeitos envolvidos no processo de criação e construção da construção da Barragem Norte. Os resultados apontaram para a presença de fortes impactos de caráter social, cultural e territorial apresentando implicações cumulativas, como o êxodo para Blumenau e outras localidades urbanas; perda da economia de sobrevivência local; situação precária das estruturas de habitação, necessidades básicas e acesso dentro da TILK e ao Vale do Itajaí; registro de cinquenta mortes até o ano de 2005 por afogamento e epidemias; divisão do território em oito aldeias; entre outras. Buscando formas de superar os danos sofridos nestes quarenta e cinco anos, a comunidade Laklãnõ/Xokleng vem desenvolvendo diferentes ações e estratégias de resistência como: mobilizações reivindicando o cumprimento dos acordos firmados via manifestações públicas, audiências, contínuas correspondências com autoridades públicas e mídia, ocupações, entre outras formas; estratégias internas de articulação para revitalização da sua cultura como a sistematização da gramática do idioma Laklãnõ, o ensino da língua nas escolas da TILK, transmissão das técnicas de artesanato da etnia aos mais jovens, registros da história e cultura por integrantes deste povo, entre outras ações afirmativas. Com base na análise desenvolvida é possível verificar que o atraso na efetivação dos acordos entre os órgãos responsáveis e a população da TIILK em relação a BN é um dos principais desafios ao atendimento das necessidades e demandas desta população. É impossível uma total reversão dos prejuízos causados pela construção da BN à população da TILK, pois estes não envolvem apenas questões materiais, mas também socioculturais. Urge que o Estado realize as medidas indenizatórias necessárias e a implementação de politicas públicas para que o Povo Laklãnõ/Xokleng atingido duramente pelo processo de construção da BN possa acessar a dignas condições de subsistência e revitalização de sua cultura na história regional..
Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação: (2) / Doutorado: (1) .
Integrantes: Hugo Mauricio Grubert - Coordenador / Lilian Blanck de Oliveira - Integrante / Geórgia Carneiro Fontoura - Integrante / Tasley Ramos Teixeira - Integrante.
2015 - 2016
POVO LAKLÂNÕ XOKLENG E A BARRAGEM NORTE: ENTRE A CONTENÇÃO DE CHEIAS E A DESAGREGAÇÃO SOCIAL
Descrição: A construção da Barragem Norte (BN) na cidade de José Boiteux (JB) ? Santa Catarina (SC), na década de 70, em pleno regime militar, com intuito de conter as cheias no Vale do Itajaí (VI), teve sua conclusão no início dos anos 90. No entanto, tal obra, desalojou o Povo Laklãnõ Xokleng das melhores áreas de suas terras (cerca de 900 hectares) trazendo prejuízos, entre outros aspectos, para a pesca, plantio em terras férteis, proximidade entre as famílias e a preservação de sua cultura milenar. Este projeto de pesquisa objetivou investigar em documentos dados históricos acerca da criação e construção da BN, buscando identificar ações e consequências para os envolvidos na problemática, de modo especial, os habitantes da Terra Indígena Ibirama Laklãnõ Xokleng (TIILK), em JB. A investigação de cunho qualitativo e quantitativo se constituiu em pesquisa bibliográfica e documental nos arquivos públicos históricos da Região do VI e Revista Blumenau em Cadernos (1957 até os dias atuais), veículo midiático de uma parcela da população de Blumenau e do VI. Os resultados apontaram para um fator de imponderabilidade quanto à necessidade e eficácia da BN para a contenção de cheias. Neste sentido algumas das ênfases identificadas nas fontes analisadas foram: percepção do desenvolvimento histórico de discursos que concebiam a construção de uma barragem (posteriormente efetivada) na região como solução para a problemática regional das cheias, para os habitantes nas cidades do VI; conflitos e tensões gerados em função do processo de construção da BN; fragilidade de registros relativos à preocupação com possíveis e/ou efetivos danos às populações indígenas situadas próximas à construção da BN. As populações indígenas afetadas diretamente por este empreendimento não foram beneficiadas. Os impactos no que se refere às alterações em seu território, habitações e modo de vida não foram mencionados pela mídia local. Estudos sobre este evento, suas práticas e consequências, ainda em vigor, contribuem com referenciais para a busca da construção de outras relações, ações e superações de históricos problemas regionais..
Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.
2014 - 2015
CENTENÁRIO (1914 ? 2014) DA ?PACIFICAÇÃO? DO POVO XOKLENG LAKLÃNÕ NO VALE DO ITAJAÍ (SC): INVESTIGANDO CONCEITOS REGIONAIS
Descrição: Em 1914, quatro anos após a fundação do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais - SPILTN ocorreu a dita: ?pacificação? do Povo Xokleng Laklãnõ no Vale do Itajaí, mais precisamente na sub-região do Alto Vale do Itajaí (SC). Este território foi disputado historicamente por indígenas e imigrantes desde o século XIX, principalmente a partir do fluxo de imigrantes europeus e da fundação da colônia Blumenau em 1850. Foi o último reduto possível de fuga e sobrevivência do Povo Xokleng Laklãnõ, micro-região onde foi criado o Posto Indígena Duque de Caxias, também conhecido como, Reserva Indígena, hoje Terra Indígena Ibirama. Ao longo de cem anos (1914-2014), o termo ?pacificação? presente nas narrativas orais e escritas apresentavam o fato na história regional e tem sido alvo de algumas reflexões, criando diferentes situações e/ou problemáticas em relação aos sujeitos e contextos, que o constituíram político e culturalmente. Este projeto objetivou investigar conceitos relativos ao evento histórico nominado como ?pacificação? do Vale do Itajaí (SC), buscando trazer à luz diferentes elementos a compor e tecer o termo no contexto regional, com vistas à visibilização de outros protagonistas, olhares e leituras, sentidos e significados imersos nos registros regionais. A investigação de cunho qualitativo se constituiu de pesquisa bibliográfica e documental nos acervos da Biblioteca da FURB, Arquivo Histórico José Ferreira da Silva. Os resultados sinalizam para um conceito de ?pacificação? com significados múltiplos, e por vezes até contraditórios. Por exemplo, quando o Povo Xokleng Laklãnõ afirma ter sido ele a pacificar o ?branco?. Os conceitos sofrem alterações em função do tempo e também na perspectiva de quem os interpreta trazendo a diferença dos olhares e leituras de sujeitos e culturas..
Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação: (2) / Mestrado acadêmico: (1) / Doutorado: (1) .
Integrantes: Hugo Mauricio Grubert - Coordenador / Klinsmman da Silva Serra - Integrante / Rodrigo Wartha - Integrante.


Idiomas


Português
Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.
Inglês
Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
Alemão
Compreende Pouco, Fala Pouco, Lê Pouco, Escreve Pouco.


Produções



Produção bibliográfica


Eventos



Participação em eventos, congressos, exposições e feiras
1.
9ª Mostra Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (MIPE).O evento nominado de "pacificação": um contato entre culturas diferentes - povo Xokleng Laklãnõ e imigrantes europeus no Vale do Itajaí (1914-2014). 2015. (Outra).

2.
9ª Mostra Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (MIPE).Centenário (1914-2014) da "pacificação" do povo Xokleng Laklãnõ no Vale do Itajaí (SC): investigando conceitos regionais. 2015. (Outra).

3.
América Latina e Interculturalidade. 2015. (Outra).

4.
Análise cartográfica do Brasil colonial. 2015. (Outra).

5.
As Ciências Humanas frente à Universidade do Século XXI. 2015. (Seminário).

6.
Direitas, Históriae Memória: análise transnacional entre Brasil e Portugal. 2015. (Seminário).

7.
Interação FURB.Diálogos com o Diabo na sala de aula. 2015. (Outra).

8.
Interação FURB.In taberna quando sumus. 2015. (Outra).

9.
Introdução à história dos povos indígenas de Santa Catarina.Introdução à história dos povos indígenas de Santa Catarina. 2015. (Outra).

10.
IV Colóquio de Estudos Medievais Meridianum: O Mal.As várias faces do mal: analisando o imaginário medieval a partir das representações do diabo nas iconografias religiosas. 2015. (Outra).

11.
Universidade e cultura afroamericana e Caribe - Questão africana. 2015. (Outra).

12.
XXII Semana de História da FURB: "A História em perspectiva: deesafios do historiador no século XXI".Centenário (1914-2014) da "pacificação" do povo Xokleng Laklãnõ no Vale do Itajaí (SC): investigando conceitos regionais. 2015. (Outra).

13.
XXII Semana de História da FURB: "A História em perspectiva: deesafios do historiador no século XXI". 2015. (Outra).

14.
8ª MIPE - Mostra Integrada Ensino, Pesquisa e Extensão.. História e Arte: Uma Experiência do ensino de História Antiga para alunos do ensino médio por meio da cerâmica.. 2014. (Congresso).

15.
Avañços e desafios da pesquisa e da extensao na FURB: um olhar sobre os 50 anos da Universidade. 2014. (Outra).

16.
I Encontro do GT de História Antiga e Medieval da ANPUH - SC.. 2014. (Encontro).

17.
Mesa Redonda - Impactos e desafios na terra Indígena Laklãnõ-Xokleng - o outro lado da Barragem Norte. 2014. (Outra).

18.
O Imaginário Medieval. 2014. (Oficina).

19.
Roda de Diálogo: Povo Indígena Xokleng Laklãnõ - uma cultura milenar no Vale do Itajaí: desafios e perspectivas. 2014. (Outra).

20.
Roda de Diálogo: Povo Indígena Xokleng Laklãnõ - uma cultura milenar no Vale do Itajaí: desafios e perspectivas..Roda de Diálogo: Povo Indígena Xokleng Laklãnõ - uma cultura milenar no Vale do Itajaí: desafios e perspectivas.. 2014. (Encontro).

21.
Sobre a imagem que se escreve com luz ou quando se utiliza Deleuze e Agamben para pensar a fotografia.. 2014. (Seminário).

22.
V Seminário de Pesquisas do Laboratório Blumenauense de Estudos Antigos e Medievais- LABEAM: História e Arqueologia do Egito Faraônico.. 2014. (Seminário).

23.
XXI Semana Acadêmica de História "Ensinar e Pesquisar História: Dilemas, Desafios e Perspectivas".. 2014. (Outra).




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